Birras

 

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Todas as crianças são diferentes e todas as birras também, por isso, aprender a controlar-se e a não sucumbir ao desespero que uma birra provoca em qualquer pessoa, é o primeiro passo para transformar o seu filho num adulto responsável. 
 
Que provoca as birras

Uma criança que não está acostumada a ouvir “não”, pode crescer sem capacidade para resistir às frustrações. Habituada a ter tudo o que quer, não entende porque é que, a partir de certa altura, o mundo deixou de girar à sua volta e ela já não consegue o que quer com tanta facilidade.

Tem de saber avaliar o que está na origem das birras do seu filho para o ajudar a ultrapassassá-las. As birras podem ser causadas por:

  • Uma predisposição genética, cansaço ou fome.
  • Uma frustração incontrolável ou grande aborrecimento ou um teste à sua própria vontade e individualidade.
  • Choque de personalidades entre a criança e a pessoa que está a cuidar dela ou inveja de outras crianças ou de determinadas situações.
  • Não saber o que quer, uma vez que tem tudo e a escolha torna-se difícil ou então revolta por a deixarem fazer tudo o que lhe apetece e a escolha tornar-se complicadam ou ainda revolta por não a deixarem fazer nada, por estar demasiado controlada e só ouvir “nãos”.
  • Ser uma criança doente, as pessoas deixam-na fazer o que quer sem se perceberem que ela também e, até mais do que as outras crianças, tem de aprender a lidar e controlar as suas emoções.
  • Problemas na família que a criança naturalmente não compreende e que a afetam.
  • Ambientes pouco indicados para a criança: com muito barulho, confusão e stress ou então demasiado silenciosos.
  • Uma forma de experimentar chamar a atenção dos adultos ou de conseguir o que quer.

Como lidar com elas

Mantenha-se firme, não cedendo à birra e ensinando-o a lidar com as suas próprias emoções. Procure, acima de tudo:

  • Manter-se calma, evitando discutir, expondo as razões de fato que a levam a tomar a atitude que toma.
  • Ser honesta e falar-lhe abertamente da birra e do que a está a provocar.
  • Deixá-la sozinha ou ignorá-la quando a reação que tem à sua ajuda não for a melhor, dizendo-lhe isso mesmo ou deixá-la gritar até se acalmar.
  • Dizer “não” quando tiver de ser e mantê-lo enquanto achar necessário e não bater, uma vez que isso não a ajudará em nada, apenas contribui para aumentar a intensidade e a frequência das birras.
  • Ser sensata nos horários que lhe impõe, preparando-a aos poucos para comer ou tomar banho, depois da brincadeira. A rotina ajuda a evitar birras.
  • Fazê-la ver o que perde por estar a fazer birra e não lhe dar ideias para fazer birras, procurando distrai-la e ensiná-la a canalizar a sua energia para coisa úteis.
  • Evitar as perguntas que tenham um não como resposta imediata, como por exemplo “Quer ir dormir?” e brincar com ela dando-lhe toda a sua atenção sempre que se porta bem, por forma fazer ressaltar a grande diferença que existe entre o portar-se bem e o fazer birras.
  • Elogiar o bom comportamento dela no dia anterior e demonstrar-lhe o seu apreço e gosto que tal se verificasse mais vezes.

Lembre-se que os pais meigos e compreensivos criam crianças meigas e compreensivas.